quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Quem avisou que o mar iria chegar ao pé do Mercado??!!


OPINIÃO
Quem vaticinou que, com as obras de junção das fozes das Ribeiras de Santa Luzia e João Gomes, a água do mar, em maré alta e tempo de 'levadia', poderia chegar à ponte junto ao Marcado dos Lavradores não se enganou, de todo.
A foto foi captada ontem e a maré nem estava assim tão alta.
E pensar que, por dar a sua opinião, Henrique Costa Neves foi sacrificado....
E o engenheiro sou eu!!...
E.S.

Opinião

O Domínio Público estreia a partir desta quinta-feira uma nova rubrica de opinião. Teremos como convidados figuras públicas madeirenses das mais variadas áreas.

Um bem haja todos quantos aceitaram colaborar connosco. O que nos une é a paixão pela informação!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O polémico requerimento que nunca cumpriu com o regulamento da Liga

OPINIÃO
Por SÉRGIO FREITAS TEIXEIRA

No último dia 22, o presidente da Mesa da Assembleia Geral da Liga chumbou o requerimento de 14 clubes que visava destituir o atual presidente do organismo Mário Figueiredo.
Entre os clubes que subscreveram o documento estiveram dois clubes madeirenses. O Nacional e o União. Estas duas coletividades, juntamente com mais oito (Académica, V. Setúbal, Belenenses, V. Guimarães, Olhanense, Arouca, Tondela e Rio Ave) não tinham as suas quotas em dia à data da apresentação do requerimento de convocação.

Apenas quatro dos clubes requerentes preencheram os requisitos exigidos para pedir a assembleia geral extraordinária, o que não perfez o número mínimo de associados requerentes (sete) que está estabelecido no nº 4 do artigo 29º dos estatutos.
O União - e a par do V. Setúbal, Olhanense, Arouca e Rio Ave - está ainda impedido, de acordo com os estatutos, de requerer reuniões da assembleia geral até Junho de 2014. Clubes que no passado faltaram a convocatórias pedidas e impediram a realização de uma AG por falta de associados.

Presidente do Marítimo antecipava um mês antes o desfecho
Quase um mês antes do chumbo ao requerimento com a intenção de destituição, mais precisamente a 28 de Outubro, o presidente do Marítimo, em declarações ao programa Prolongamento da RTP Madeira, era bem claro:
«Não vai acontecer nada! O problema é que muita gente fala sem ver os regulamentos e estes não permitem tal coisa com essa leviandade. Eu conheço bem as partes e não é com vinagre que se apanha moscas. A teimosia de um lado e a teimosia de outro vai levar a que se acabe o campeonato e que o mandato do presidente da Liga termine», garantia, na altura o dirigente, continuando no mesmo tom e deixando no ar uma questão:
«As pessoas que reclamam não foram aquelas que reclamaram todos os outros presidentes que passaram pela Liga?», questionou o líder verde-rubro referindo-se essencialmente às lideranças de Hermínio Loureiro e de Fernando Gomes.

A verdade é que a possível destituição do presidente da Liga foi um assunto que fez correr muita tinta, mas depois de tantas críticas tudo ficou como estava na direção da Liga. Nos bastidores do futebol há quem fale numa tentativa de «assalto ao poder» da parte dos presidentes do Belenenses e da Académica.

Mário Figueiredo espera cumprir o mandato até ao fim.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Burla no subsídio de desemprego senta 93 no banco dos réus a 28 de Janeiro

Tal como já deu conta o ‘Domínio Público’, 13 dos 93 arguidos respondem por associação criminosa e burla de 318.527 euros à Segurança Social. O principal suspeito é técnico oficial de contas.

Por EMANUEL SILVA
O Tribunal de Vara Mista do Funchal agendou para 28 de Janeiro, o arranque do julgamento de um caso de burla à Segurança Social.
Este caso já deveria ter chegado à barra mas tal só acontecerá no início do próximo ano.
Foi no início de 2013 que o Ministério Público (MP), no Funchal, acusou 93 pessoas num inquérito por burla tributária à Segurança Social da Madeira, por factos que decorreram entre Dezembro de 2008 e Julho de 2009 e que causaram à Segurança Social um prejuízo contabilizado em 318.527,31 euros.
O principal arguido, técnico oficial de contas (TOC), mancomunado com um seu empregado e com sócios gerentes de 8 empresas locais - com dificuldades financeiras e ligadas à construção civil -, concretizaram um estratagema para obter fraudulentamente, do Centro de Segurança Social da Madeira (CSSM), o processamento de subsídios de desemprego a mais de 90 trabalhadores fictícios, verbas que em parte ficavam para os requerentes do subsídio e parte para os membros da organização.
Sendo o principal arguido contabilista das empresas, acordou com os donos destas e com terceiros, indivíduos de nacionalidade estrangeira, a transmissão das empresas a estes estrangeiros, cessão formal mas sem pagamento real de contrapartida, forma de desonerar os antigos donos das dívidas. Criaram ainda duas empresas fictícias.
Angariaram pessoas que figurassem como trabalhadores fictícios das empresas, já no desemprego. Sem pagarem o correspondente das empresas à Segurança Social, forjaram declarações de rendimentos do trabalho e demais documentação, simulando salários elevados para a área da construção civil.
Depois, os fictícios trabalhadores, apresentavam-se junto da Segurança Social como desempregados, requerendo o subsídio, ficando com uma parte para si e entregando outra aos principais arguidos.
A organização foi desmantelada, tendo sido deduzida acusação em 12 de Fevereiro de 2013, contra 93 pessoas. Contra os 13 principais arguidos (contabilista, empregado, donos das empresas e angariadores) foi deduzida acusação pelo crime de associação criminosa em concurso com 96 crimes de burla à Segurança Social.
Segundo revelou a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) a 15 de Fevereiro de 2013, contra os demais arguidos, foram imputados crimes de burla à Segurança Social.
O principal arguido, TOC, está sujeito a medidas de coacção de obrigação de apresentações periódicas às autoridades, proibição de se ausentar da RAM e proibição de contactos com os demais arguidos.
A investigação foi dirigida pela Procuradoria da República do Funchal. O caso foi noticiado pela imprensa regional a 28 de Agosto de 2009. Na altura, o serviço inspectivo da Segurança Social já estava ao corrente da situação (após denúncia).
O esquema foi predominantemente desenvolvido na zona norte da Madeira, designadamente na freguesia de Boaventura, concelho de São Vicente.

domingo, 1 de dezembro de 2013

De professor a aluno do líder do PS-Madeira

REPORTAGEM
por PATRÍCIA GASPAR

António Gomes na cerimónia da tomada de posse.

Presidente da Junta de São Pedro há pouco mais de um mês, António Gomes assume-se como um independente que  ideologicamente sempre oscilou entre o PSD e o PS e que acredita nos projectos acima dos partidos.
“Não fazia ideia do que era liderar uma Junta (…) Gosto de tudo, neste papel”, confessou o autarca ao Domínio Público.





António Gomes tirou a liderança da Junta de Freguesia de São Pedro ao PSD nas últimas autárquicas, por uma diferença de 9,7% ( o candidato da ‘Mudança’ somou 39,8 dos votos contra os 30,13% dos social-democratas). A vitória surpreendeu no Funchal, mas não o autarca de 47 anos. “Quando me envolvo num projecto é para ganhar”, afirma.

O professor de Matemática pode ter começado a campanha como um anónimo, mas cedo se apercebeu da sua popularidade, uma conquista que atribui, em parte, ao facto de ter trabalhado com todas as escolas da Região, no âmbito do programa RS4 e do projecto Cel - Cooperar Empreender e Liderar.

“Fiquei surpreendido quando comecei a bater às portas, a encontrar ex-alunos, antigos colegas do serviço militar e pessoas conhecidas da minha terra, o Porto da Cruz”, recorda António Gomes, rindo-se ao lembrar das vezes que, durante as arruadas, foi confundido com o actual líder da Câmara do Funchal, Paulo Cafôfo. “Ainda hoje, acontece. Penso que tem a ver com a careca”, brinca.

Com os cartazes de campanha na rua, cresceu a popularidade e a consciência de que a ‘Mudança’ podia, de facto, acontecer. “As pessoas ligavam-me a dar os parabéns. Algumas até me diziam que estava bonito. Eu, que nunca me achei bonito, descobri nesses elogios uma das coisas boas da política”, conta.

Quem conhece António Gomes está habituado à sua personalidade descontraída e algo impulsiva. O líder da Junta de Freguesia de São Pedro garante, contudo, que tais ‘defeitos’ são superados por qualidades como a capacidade de trabalho, a produção de ideias ‘quanto baste’ e a humildade que o identifica e aproxima do eleitorado.

É precisamente o contacto com a população que o elegeu, a sua função favorita nas lides autárquicas. O autarca a tempo parcial despende uma média de duas horas por dia à Junta de Freguesia. Tamanha é a expectativa que, de momento, António Gomes ainda não se decidiu quanto a um horário para receber a população, na Rua dos Frias nº 88.

“Tenho recebido pessoas todos os dias. A população é muito amável. As pessoas dizem-me que ainda não me conhecem, não sabem quem sou. Isso pode causar alguma apreensão inicial, mas não tem impedido a comunicação”, assume. 
 

Novo presidente já cortou mais de 100 euros
O antigo Executivo retirou a foto de Jardim, mas
 Gomes devolveu-a à parede oficial. "Ele é
presidente do Governo e a hierarquia
 deve ser respeitada", justifica.
 em telefone
 

 A primeira coisa que o autarca da ‘Mudança’ fez, ao estrear o seu gabinete presidencial, foi abrir as janelas para arejar o espaço.
Não é só ar fresco que António Gomes quer deixar entrar na Junta. Os planos em análise são muitos e a poupança encabeça a lista das prioridades.

“Poupar é a nossa palavra de ordem. Neste momento, estou a cortar nas despesas o mais que consigo. Estou a rever todos os contratos onde há possibilidade de cortar”, adianta.

De cinco telefones, a Junta - que vai renovar, a partir de Janeiro, a sua imagem na Internet - passou a ter acesso apenas a dois e com ‘plafonds’ mais económicos. O resultado foi uma poupança de 150 euros. “Passamos de 230 para 80 euros”, declara António Gomes.

A medida foi bem aceite pela sua equipa. Apesar da diversidade ideológica, todos estão motivados, diz o autarca, para trabalhar de forma diferente e começar ‘a partir do zero’.

 “Tenho na Junta um elemento do PSD, outros dois do PS e PTP, trabalho com um membro do MPT e tenho uma parceria com o CDS. Acredito que ninguém se sente constrangido e que todos nos movemos pelo Bem Comum”, conclui António Gomes.
 A pensar no Bem Comum, a Junta de São Pedro quer atribuir a este mandato um cunho social e decidiu, por isso, manter algumas iniciativas da anterior equipa, como é o caso da atribuição de 110 cabazes de Natal, de 55 cabazes mensais para agregados em dificuldades económicas e de 17 bolsas de estudo anuais, no valor de 85 euros.

Em cenário de crise e de grandes dificuldades financeiras para as famílias, está também em curso um novo projecto que visa sinalizar e apoiar a população mais carenciada de uma freguesia com cerca de 7.300 habitantes (dados dos Censos 2011).

São 150 os casos de carência social sinalizados, mas António Gomes admite que o problema é bem mais grave. Para poder intervir mais eficazmente, a Junta de Freguesia está a desenvolver um projecto, ao abrigo do programa ocupacional para trabalhadores com subsídio de desemprego, que vai levar ao terreno dois profissionais.

A ideia é estabelecer proximidade com as famílias carenciadas, detectar os problemas de ordem estrutural e social e encontrar forma de os apoiar. O próprio presidente da Junta tem levado a cabo uma série de visitas aos locais problemáticos. Entre eles, os bairros do Hospital e dos Viveiros.

“Temos muitos problemas e pouca verba disponível. Para além do social, há problemas de pavimentação por resolver. Tudo é importante numa Junta, até mesmo as questões de desinfestação que em ruas como a Carreira, zona turística, são prementes”, desabafa António Gomes.

O autarca reconhece que são mais desafios do que estava à espera. “Não fazia ideia do que era liderar uma Junta, embora soubesse do que era capaz. É mais trabalhoso do que estava à espera, mas estou a adorar. Gosto de tudo, neste papel”, garante.
 

Professor de Victor Freitas e amigo de Paulo Cafôfo

 


António Gomes ladeado por Paulo Cafôfo e Victor Freitas,
em ambiente descontraído na Festa da Liberdade.

 

António Gomes conheceu Victor Freitas tinha o actual líder do PS-Madeira 15 anos. “Ele e o irmão [Hélder Spínola, deputado do PND] foram meus alunos em Santana. Eram muito aplicados”, recorda. Hoje, é o ex-educando que lhe dá lições.

“O Victor dá-me umas dicas políticas. Acredito que podemos melhorar o nosso trabalho partilhando experiências. Troco impressões com muita gente, desde o Duarte Caldeira, ao Miguel Iglésias, ao Guido Gomes e ao Bruno Ferreira (estes últimos, autarcas pela ‘Mudança)”, declara o professor.

Homem de projectos, António Gomes diz acreditar nas pessoas acima dos partidos e admite que, em termos ideológicos, sempre oscilou entre o PS e o PSD. “Neste momento, fui escolhido pelo PS mas sou independente. Sempre trabalhei com projectos e para pessoas. Sempre oscilei entre o PS e o PSD”, enfatiza.

O docente não tem dúvidas de que a sociedade de hoje vota, cada vez mais, em pessoas e projectos e adianta ter muitos amigos no PSD, no PS e até no CDS. “Ficaram surpreendidos com a minha candidatura, mas deram-me os parabéns”, diz.

Não obstante a sua grande admiração por Paulo Cafôfo – “ficava desolado se o Paulo não ganhasse a Câmara do Funchal”, afiança -, António Gomes teria aceite ser candidato pelo PS mesmo sem o líder da Câmara Municipal do Funchal (CMF).

“Aceitaria porque eu abraço projectos, porque os projectos e a luta pela igualdade são muito importantes para mim como sei que também são para o Paulo”, explica.

O autarca contactou pela primeira vez com o actual presidente da CMF há nove anos, quando Paulo Cafôfo era director da Escola da Fajã da Ovelha. “Foi empatia à primeira vista, mas nunca criámos laços de amizade muito profundos. A nossa amizade aprofundou-se no decorrer da campanha para as autárquicas”, observa António Gomes convicto de que este presidente vai marcar a história da câmara funchalense.


Docente apicultor e autarca. Quem é António Gomes?



                                                           Quem conhece António Gomes, já se habitou à sua personalidade descontraída. O presidente da Junta de Freguesia de São Pedro elege como uma das suas qualidades o dinamismo e a sua capacidade para preservar amizades. Entre o role de amigos está o líder da CMF, Paulo Cafôfo, com quem foi confundido várias vezes durante a campanha. "Ainda hoje acontece. Penso que tem a ver com a careca", brinca o autarca.
 
 

 
 
 
Muito antes de enveredar pela política, António Gomes já se interessava pelas causas públicas. A sua primeira paixão foi e continua ser a Educação.
 
O professor afecto à Escola dr. Ângelo Augusto da Silva, António Gomes concilia, desde 1998, o ensino com projectos de formação, chegando inclusive a ser formador do Ministério da Educação.

No currículo, soma a participação em projectos como o rs4e - road show for entrepreneurship, dinamizado pelo Centro de Empresas e Negócios da Madeira (CEIM), o CEL - Cooperar Empreender e Liderar – e o projecto Comenius.

Empreendedor por natureza, como se auto-intitula, António Gomes, que é pai de uma rapariga de 15 anos e de um rapaz de 19 anos, já geriu uma empresa de avicultura e esteve quase a enveredar por uma carreira militar na juventude.

“Nunca me dei parado. Bem jovem, já fazia parte de uma associação no Porto da Cruz. Fui aspirante oficial miliciano, mas não quis enveredar pela carreira militar. Depois da tropa, ingressei na licenciatura de matemática”, refere.

Nem só o empreendedorismo e a política interessam ao rosto da ‘Mudança’ em São Pedro. Nos tempos livres, António Gomes dedica-se à apicultura, um hobbie que já lhe custou cerca de 4 mil euros e que o leva de dois em dois meses aos terrenos agrícolas.

“Tenho colmeias no Porto da Cruz e no Parque Ecológico do Funchal. Não me dedico a 100% às abelhas. Só vou aos terrenos, organizar as colmeias e mudar a cera…”, sublinha.
 
Por ano, o autarca fundador da AMEL- Associação Amigos do Mel e Produtos Apícolas tira cerca de cem quilos de mel, matéria-prima que distribui pela família e pelos amigos.

Tal como a política, praticar apicultura não é fácil. “As ferroadas acontecem. Lembro-me de uma vez ter sido picado num olho…tive que ir para o hospital levar um anti-histamínico porque dava aulas no outro dia e não podia aparecer com o olho inchado”, lembra divertido.

De docente a apicultor, António Gomes lança-se agora nas lides políticas e promete fazer da sua liderança da Junta de Freguesia de São Pedro um mandato justo e equitativo. “Estou na política precisamente por isso, por não concordar com a forma injusta e humilhante com que o partido da maioria trata os grupos minoritários”, garante o autarca da ‘Mudança’.
 

Os novos presidentes

Foto DR
O Domínio Público avança hoje com uma reportagem sobre os novos autarcas na Madeira, um trabalho jornalístico que pretende dar a conhecer os recém-eleitos presidentes de Junta de várias cores partidárias, os seus desafios iniciais e expectativas.
Por condicionalismos de paginação, a peça será repartida em três partes a publicar aos Domingos. Quem são os novos presidentes de Junta da Madeira? Saiba mais no ‘blog que dá notícias’.


«Treinadores portugueses são inteligentes, atrevidos e acreditam que o conhecimento é o futuro»

Por SÉRGIO FREITAS TEIXEIRA

Jorge Castelo na primeira pessoa. Técnico foi campeão nacional duas vezes pela equipa principal do Benfica, primeiro com Erikson e depois com António Oliveira. Esteve este sábado na Madeira, a convite do Marítimo e da Vieira´s Sport Law (VSL) numa ação de formação sobre Metodologia de Treino.

O "boom" de treinadores portugueses, quer à frente da totalidade dos clubes da Liga, quer cada vez mais no estrangeiro (Portugal foi o país com mais treinadores nas provas da UEFA desta época) é facilmente explicável para Jorge Castelo.
«Nós somos inteligentes, atrevidos e acreditamos que o conhecimento é o futuro», observou o treinador que esteve 11 anos no Benfica em diversas funções.

O ponto alto foram os dois títulos conquistados, primeiro como adjunto Sven-Goran Erikson, em 1990/1991, e depois, novamente como número dois, mas de António Oliveira, em 1992/1993. Para além das cinco épocas de encarnado ao peito sempre como adjunto, Jorge Castelo foi o mentor do plano estratégico de desenvolvimento e estruturação do departamento de futebol do Benfica. Foi ainda diretor técnico do futebol de formação encarnado.

«O futebol é um jogo de decisões. Quanto mais rápido os jogadores decidirem uma jogada melhores eles serão. Isto aplica-se a todas as idades. Há que pensar rápido», explicava Jorge Castelo aos muitos treinadores presentes no auditório da Escola Horácio Bento de Gouveia para esta ação de formação sob o tema "Metodologia de Treino."

Carlos Pereira lembra os contrastes do futebol
O convite foi feito pela Vieira´s Sports Lax (VSL) em parceria com o Marítimo.
«As formações são muito importantes porque o saber não ocupa espaço e quanto melhor for o nosso nível de conhecimento mais facilmente o mercado de trabalho estará aberto. Estas iniciativas são positivas para aperfeiçoar o nosso quadro técnico tendo em vista dar melhor qualidade e consequentemente conseguir um melhor aproveitamento desportivo e financeiro», enaltecia o presidente do Marítimo Carlos Pereira que antes tinha feito as honras de abertura da palestra.

«A vida dos jogadores e dos treinadores pode mudar de repente. Um dia são bestiais, outro dia são bestas. Tinha um amigo que me dizia que o mais difícil no futebol é aquela hora e meia ao fim de semana. Ganhando somos os maiores, perdendo deixamos de prestar.»