sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

40 agentes de viagem ingleses na Madeira entre 9 e 13 de Dezembro

Por EMANUEL SILVA
A Associação de Promoção da Madeira (APM) está a organizar, em parceria com o Turismo de Portugal em Londres e a companhia aérea TAP, uma fun trip que vai decorrer entre os dias 9 e 13 de Dezembro, na qual vão participar cerca de 40 agentes de viagem. 
Três prestigiados tour operadores do Reino Unido, a Classic Collection, Atlantic Holidays e Prestige Holidays estão também envolvidos nesta acção e convocaram os seus melhores agentes de viagem.
 Tal como aconteceu na edição do ano passado, a APM está a organizar eventos que vão tornar a estada dos agentes de viagem memorável. 
Paralelamente, e para dar a conhecer o destino, alguns programas de lazer estão a ser preparados.
Está previsto um cocktail no dia 12 de Dezembro que vai dar oportunidade aos parceiros da APM de conhecerem e conviverem com estes 40 agentes de viagem ingleses.
Trata-se de uma oportunidade de ouro para a Madeira se promover junto do trade do Reino Unido.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Administrador da RTP acusa Governo de tentar governamentalizar a empresa



Por SÉRGIO FREITAS TEIXEIRA

António Beato Teixeira, um dos três membros do Conselho de Administração da RTP, acusa o Governo da República de «tentativa de governamentalização» da empresa, na polémica relacionada com os direitos televisivos da Liga dos Campeões.

Foi através da página pessoal de António Beato Teixeira, no Facebook, que o braço-direito de Alberto da Ponte, no Conselho de Administração da RTP, veio a público criticar o Governo da República e apresentar números importantes sobre a empresa.

O responsável começa por lembrar que «o estado português, pela primeira vez na sua história (em 2014), não colocou 1 cêntimo na RTP do Orçamento do Estado» e que os portugueses «pagam 2.65 euros por casa/por mês para a RTP, valor ao nível europeu semelhante só à Albânia e à Roménia.»

Sobre a Liga dos Campeões, uma certeza: «a Champions sempre foi transmitida pela RTP em sinal aberto, e o valor que a RTP pagará pelos 3 anos dos direitos a partir de 2015 é inferior a 6 milhões de euros /ano e é rentável - a espanhola TVI foi surpreendida pela proposta da RTP , e queixou-se... », criticou o Vogal do Conselho de Administração da RTP.

António Beato Teixeira não hesita em apontar o dedo ao executivo de Passos Coelho, acusando o Governo de tentar controlar a empresa: «Nos últimos 12 anos raríssimas foram as tentativas de governamentalização da RTP, se exceptuarmos a atual relacionada com a Champions por parte do Governo.» E continua: «a RTP tem receitas comerciais anuais superiores a 40 milhões de euros, o que dá e sobra para a pagar a Champions e muito mais, apesar do governo só permitir que a RTP, com dois canais em acesso livre, possa ter só metade da publicidade dos privados.» Por outro lado, aponta, «as várias estações de rádio - Antena 1, Antena 2, Antena 3 e RDP África têm 0 minutos de publicidade!»

RTP sem prejuízo em 2013 e em 2014

O administrador da RTP assegura ainda que a empresa, quer em 2013, quer em 2014, «não deu prejuízo, nem operacionalmente, nem financeiramente, e o lucro que obteve pertence ao Estado.» Mais: «A RTP Internacional pode ser vista em todo o Mundo de uma forma gratuita via satélite
- ou seja, todos os portugueses podem aceder a vários canais da RTP gratuitamente pela internet no www.rtp.pt/play.»

A finalizar, António Beato Teixeira recorda: «a RTP é escrutinada pelo Governo, pela ERC, pelo Tribunal de Contas, pelo Conselho de Opinião, pela Assembleia da Republica, pelas Assembleias das Regiões Autónomas, pelo Ministério das Finanças, pelo Conselho Fiscal, etc... e agora pelo Conselho Geral Independente.»

Rui Alves na Vice-Presidência




Por SÉRGIO FREITAS TEIXEIRA

Rui Alves começou a trabalhar no último dia 1 na Direção Regional de Infraestruturas e Equipamentos, da Vice-Presidência do Governo Regional.

Depois de se ter demitido da presidência do Nacional para tentar, sem sucesso, a candidatura à Liga de Clubes, Rui Alves voltou agora a trabalhar para o Governo Regional, nomeadamente para a Vice-Presidência, na categoria de técnico superior da área de engenharia civil.

O despacho assinado por Alberto João Jardim foi publicado na Série I do Jornal Oficial da Região Autónoma da Madeira (JORAM) do último dia 2, depois de ter sido aprovado em plenário no dia 27 de Novembro:

«Em conformidade com o disposto no n.º 3 do artigo 45.ºdo Decreto Legislativo Regional n.º 31-A/2013/M, de 31 de Dezembro, que aprova o Orçamento da Região Autónoma da Madeira para 2014, por se mostrarem preenchidos os requisitos exigidos no n.º 2 do artigo 44.º do mesmo diploma regional, e no n.º 5 do artigo 281.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada pela Lei n.º 35/2014, de 25 de Junho, o Conselho de Governo reunido em plenário em 27 de Novembro de 2014, resolveu autorizar o regresso ao serviço, após licença sem vencimento de longa duração, do trabalhador, Rui António Macedo Alves, da carreira/categoria de técnico superior, da área de engenharia civil, no mapa de pessoal da Direção Regional de Infraestruturas e Equipamentos, da Vice-Presidência do Governo Regional, com efeitos a partir de 1 de Dezembro de 2014.»

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Iluminação volta ao estádio dos Barreiros no Marítimo-Estoril



Por SÉRGIO FREITAS TEIXEIRA

O Marítimo vai voltar a ter iluminação no estádio já a partir do próximo dia 14 quando receber o Estoril. O jogo é às 20 horas a pedido da equipa lisboeta.

As novas bancadas vão ser iluminadas pela primeira vez no Marítimo-Estoril marcado para o dia 14 de Dezembro a partir das 20 horas. A torre que resta estará, assim, em breve operacional, sendo que a partir dessa data os verde-rubros vão voltar a poder fazer jogos noturnos em casa.

A Liga de Clubes já anunciou a hora do jogo - curiosamente à mesma hora do clássico entre o FC Porto e o Benfica -, um horário que, segundo apurámos, foi alterado a pedido do Estoril que três dias antes joga na Grécia com o Panathinaikos para a Liga Europa.

Recorde-se que esta época o Marítimo-Guimarães estava agendado para a noite, mas a hora acabou por ser alterada para a tarde tendo em conta a inoperacionalidade das torres face às obras que estão a decorrer.

Apesar da estreia da iluminação no Marítimo-Estoril, a abertura das novas bancadas apenas vai acontecer, tal como estava previsto, na receção ao Braga marcada para o dia 4 de Janeiro.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Depois de um livro, Orfeão Madeirense lança CD





Por LUÍS ROCHA

É já a 4 de Dezembro (quinta-feira), pelas 18 horas, que o Orfeão Madeirense lançará o seu segundo CD, no átrio do Teatro Municipal Baltazar Dias.
Intitulado 'Vozes', este trabalho discográfico inclui a participação do coro do Orfeão Madeirense e do coro 'Stimme', os dois projectos que se encontram actualmente em actividade regular na histórica agremiação. Foi gravado no estúdio de Paulo Ferraz e contou com a colaboração de Sérgio Correia (piano) e Roberto Coelho (saxofone tenor). A direcção do Orfeão enfatiza ainda o "apoio inestimável" da Direcção Regional dos Assuntos Culturais.
"Com este trabalho, o Orfeão Madeirense pretende homenagear todos aqueles que, ao longo do seu historial, contribuíram para a sua existência, perpetuando o nome da instituição para as gerações futuras. Ao mesmo tempo, testemunha a sua vitalidade, mostrando à sociedade madeirense que continua bem vivo, apesar das dificuldades", referem os responsáveis daquela instituição cultural,
O lnçamento deste CD surge na sequência do lançamento do livro sobre a história do Orfeão na segunda metade do século XX, decorrido no passado mês de Julho e ao qual oportunamente fizemos referência. Uma forma de mostrar o que foi o passado deste relevante agente cultural regional. Já o CD agora editado pretende "alicerçar o futuro".
Integra 14 temas diversificados e pretende oferecer aos seus ouvintes momentos de prazer e satisfação através do canto coral.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Ex-dirigente da '4 de Setembro' absolvida

Por EMANUEL SILVA
O Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) manteve a absolvição da ex-presidente da Associação de Socorros Mútuos '4 de Setembro de 1862', Maria Exaltação Calisto Figueira que foi processada pela direcção que lhe sucedeu, presidida por Mário Rodrigues, na sequência de uma pública troca de acusações.
As acusações decorreram num ambiente de disputa eleitoral e uma delas, uma carta do leitor publicada no Diário a 13 de Fevereiro de 2011, foi parar ao Tribunal.
Todos os cinco membros da direcção presidida por Mário Rodrigues demandaram a ex-presidente, subscritora da carta do leitor, pedindo, cada um, 5 mil euros (25 mil euros no total).
Alegaram que se sentiram perturbados e visados na sua honra e bom nome na carta do leitora publicada a 13/02/2011 e na qual teriam sido proferidas, entre outras, as seguintes expressões: “até que os actuais dirigentes acabem por aprender a cumprir com os Estatutos e as regras impostas a uma Instituição destas”, “é na Assembleia Geral (AG) que os associados podem pedir esclarecimentos e têm o direito de ser esclarecidos. Com esta Sr.ª Presidente perdeu-se esse direito!...”; “não me deixaram arrumar as minhas coisas pessoais!...”, “Conseguiram ganhar as eleições com irregularidades e mentiras…”, “Há umas quantas actas da AG anteriores, que não foram postas à aprovação”, “Da minha parte afirmo, com toda a convicção, neste momento a Associação está ferida moralmente!.., financeiramente, é só esperar para ver, porque toda a gente sabe, fui presidente da anterior Direcção, a qual deixou tudo conforme, para que o prédio nesta altura já tivesse sido inaugurado e já estivesse a ser rentabilizado. Qual não foi o espanto, quando se veio a saber que a actual Direcção não o acabou!..”.
O Tribunal do Funchal apreciou o caso,  julgou a acção improcedente e absolveu a ex-presidente.
Inconformados, os cinco dirigentes da '4 de Setembro' recorreram da decisão mas, a 3 de Julho último, o TRL julgou a apelação improcedente e, por consequência, confirmou a sentença proferida no Funchal.
"O princípio fundamental da liberdade de expressão e do direito de informação implica que todos têm o direito de exprimir e de divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o de informar, de se informar e de ser informado, sem impedimentos nem discriminações", sumaria o acórdão.
"Os direitos em colisão com a liberdade de expressão só podem prevalecer sobre esta, na medida em que a própria Constituição os acolha e valorize. Entres estes encontra-se o princípio da salvaguarda do bom nome e reputação individuais, à imagem e reserva da vida privada e familiar", esclarece o TRL.
"Nos casos de colisão de direitos iguais ou da mesma espécie, devem os titulares ceder na medida do necessário para que todos produzam igualmente o seu efeito, sem maior detrimento para qualquer das partes", remata o acórdão.
Ou seja, "Como resulta da factualidade assente, as afirmações, feitas pela Ré no artigo em apreço, inserem-se nas divergências entre pessoas que compuseram listas concorrentes à direcção da Associação de Socorros Mútuos. O cerne da discussão situa-se, assim, no âmbito dos diferentes modos de dirigir a referida Associação o que tal como bem nota a sentença recorrida 'contém a virtualidade de emprestar à discussão um tom mais agreste, à semelhança do que sucede, por exemplo, nas lides políticas'. Entendemos, assim que, neste contexto, embora não se considerando defensáveis as expressões proferidas, o que importa é saber se o conteúdo das mesmas não ultrapassa o limite do desvalor susceptível de fundamentar a existência de responsabilidade civil. E, a nosso ver, tal como foi entendido pela 1.º instância, cremos que a resposta é negativa. Assim, não se verificam os pressupostos da responsabilidade civil aquilina, desde logo, por não se verificar a ilicitude do facto", julgaram os juízes-desembargadores.