quarta-feira, 2 de abril de 2014

Tribunal de Contas recusa visto ao Nacional

                                                                                                                     CDN

Por SÉRGIO FREITAS TEIXEIRA

Em causa, sabe o Domínio Público, está um contrato programa celebrado entre o Governo Regional e o Nacional para o financiamento de 1 milhão e 600 mil euros destinado ao apoio da construção da 2ª fase do Complexo Desportivo do clube, na Choupana.

O Tribunal de Contas recusou o visto ao contrato programa destinado a apoiar a 2ª fase do Complexo Desportivo do Nacional, na Choupana, no valor total de 1 milhão e 688 mil euros. Em causa está o financiamento à construção do "Cristiano Ronaldo Campus Futebol", o principal recinto para os escalões de formação alvinegros e que serve também de casa para o Choupana FC.

O contrato programa foi publicado no Jornal Oficial da RAM (JORAM) no dia 16 de Outubro de 2013, através da Resolução nº 1036/2013, com os valores a serem divididos da seguinte forma: 1.166 mil euros correspondente a 94.37 % do valor do contrato de aditamento ao contrato da empreitada; 250 mil euros correspondente ao cofinanciamento da aquisição adicional de imóveis; e ainda 272 mil euros relacionados com os encargos financeiros decorrentes do contrato de empréstimo celebrado pelo Nacional em 2009 destinado ao financiamento da empreitada desde Setembro de 2009 até Outubro de 2013.

O Governo Regional justificou a realização do contrato-programa alegando que uma das prioridades do Plano de Desenvolvimento e Social (PDES) para o período de 2007-2013 são as infraestruturas públicas e equipamentos coletivos e que a obra em causa iria «ampliar e melhorar o parque desportivo regional, assim como as instalações de apoio à atividade desportiva.»

EXIGÊNCIAS DA FPF E IMPRECISÕES TOPOGRÁFICAS
O executivo de Jardim justificou o valor do contrato-programa com «as exigências regulamentares em vigor na Federação Portuguesa de Futebol através da Associação de Futebol da Madeira», mais concretamente nas intervenções relacionadas com a «segurança, com os circuitos independentes para os diversos intervenientes, com a própria bancada de capacidade específica, com a zona de comunicação social, entre outros, que não foram considerados no projeto inicial.»

A resolução do Governo Regional assume ainda que «no desenvolvimento do projeto inicial, devido a uma imprecisão do levantamento topográfico, o Clube Desportivo Nacional foi forçado a adquirir dois prédios rústicos e um misto, de forma a garantir a implantação e os afastamentos necessários à prossecução do empreendimento.»

Márcio Rozário já rescindiu com o Marítimo

Por SÉRGIO FREITAS TEIXEIRA

Márcio Rozário já não é jogador do Marítimo. O central reuniu esta quarta-feira com o presidente do Marítimo, Carlos Pereira, para acertar a rescisão precoce do contrato que terminava no final desta época.

No encontro ficaram também acertados todos os valores relacionados com o contrato do jogador.

Rozário vai despedir-se esta quinta-feira dos antigos colegas de plantel e da equipa técnica no treino que se realiza no Estádio dos Barreiros, a partir das 16 horas.

Quaresma no União era, naturalmente, a nossa peta

Bem podia ser verdade - nada é impossível! - mas o certo é que o FC Porto, de Pinto da Costa, não vai ceder Ricardo Quaresma ao União da Madeira. Foi a  primeira peta do Domínio Público, não levem a mal. Tradição é tradição.

terça-feira, 1 de abril de 2014

«Guilherme e Igor são duas jóias que eu e o Geovanni apostamos muito!»

Guilherme (à esquerda na foto), Cléber e Igor

Por SÉRGIO FREITAS TEIXEIRA

Guilerme Junio, 19 anos, médio centro, e Igor Silva, ponta de lança com apenas 17 anos, iniciaram esta terça-feira um período experimental de uma semana no Nacional. O empresário dos jogadores, o ex-alvi-negro Cléber, apresenta os dois jogadores através do Domínio Público.

«O Guilerme e o Igor são duas jóias que eu e o Geovanni apostamos muito. E fizemos questão de trazê-los para o Nacional.» É com entusiasmo que Cléber fala dos dois jogadores que trouxe do Brasil para a Madeira.

O ex-jogador do Nacional que agora é empresário, fazendo parceria com antigo jogador do Benfica e do Barcelona Geovanni, falou ao Domínio Público sobre os dois jovens que vão cumprir um período experimental de uma semana no clube da Choupana.

«O Guilerme é um médio centro, típico número 8. É um jogador muito técnico e dinâmico com muita força física para defender e atacar. É esquerdino, usa bem as duas pernas e para além disso finaliza bem», explicou Cléber, adiantando que o jovem jogador foi formado no Resende e chegou este ano ao profissionalismo no Minas que disputou o campeonato mineiro.

Já em relação a Igor Silva, é ponta de lança, tem apenas 17 anos e jogava num clube totalmente amador da cidade de Belo Horizonte.
«O Igor tem muita força física e técnica apurada. É bom no cabeceamento e faz o pivô muito bem para os jogadores que vêem de frente. É esquerdino e tem boa finalização.»

Quaresma no União

 O jogador do FC Porto, Ricardo Quaresma, vai reforçar o União da Madeira, já na próxima época. O Domínio Público sabe que o clube de Pinto da Costa já transmitiu ao atleta a intenção de o emprestar à equipa madeirense.

 No cerne desta cedência, está o comportamento do jogador, no último Nacional-Porto, uma atitude que vai custar ao extremo portista a sua participação no Mundial do Brasil. Quaresma está agora definitivamente fora dos planos de Paulo Bento.

A vinda inesperada de Quaresma, reforça as ambições do União atacar a subida à Liga na próxima época. Mais informações em breve.

«Os jogadores erram mas a direção também erra ao contratar os jogadores errados»

Por SÉRGIO FREITAS TEIXEIRA

 

Márcio Rozário falou ao Domínio Público
sobre a saída repentina do Marítimo.
O central  assume que foi apanhado de surpresa pela dispensa, quando em cima da mesa
estava a estava a renovação do contrato por duas épocas. Rozário diz que «da mesma forma
que os jogadores erram, a direção também
erra ao contratar os jogadores errados»
e garante que nunca foi «corpo mole, que não se
dedica nos treinos...». 

 
A dois meses do nascimento do primeiro filho e numa altura em que Márcio Rozário e a mulher se preparavam para ficar mais dois anos na Madeira, o jogador diz ter sido surpreendido pela dispensa
do Marítimo. O ex verde-rubro estava convencido que ia renovar o contrato com o Marítimo por mais duas épocas.           

«Fui apanhado de surpresa pela decisão do presidente, já que há bem pouco tempo tínhamos discutido a minha renovação. A minha esposa está grávida. Estávamos felizes na Madeira e eu no Marítimo... queríamos continuar cá», começa por explicar, em tom magoado, o central em declarações ao Domínio Público, revelando que recebeu um telefonema do presidente do Marítimo na tarde desta segunda-feira.

«O presidente disse que queria falar comigo e quando lá cheguei comunicou-me que não estava feliz comigo. Disse que eu fazia muitos penalties e que não queria que ficasse mais tempo no clube», conta o  jogador, garantindo que sai de consciência tranquila em relação ao trabalho feito no Marítimo ao longo de duas épocas.

O antigo central do Fluminense deixou a garantia que durante as últimas duas temporadas sempre foi «profissional» e nunca fez «nada de errado». Embora assegurando ter de respeitar a opção de Carlos Pereira, Rozário deixa alguns recados: «Sempre fui correto, se calhar ao contrário de outros jogadores que são corpo mole e não se dedicam nos treinos, mas, atenção, não estou a dizer que há esses jogadores no plantel...».

Com larga experiência no futebol, tendo já passado por vários clubes durante a carreira, Márcio Rozário garante que situações como estas «fazem parte do futebol. E da mesma forma que os jogadores erram cá em baixo, lá em cima, a direção também faz coisas erradas, ao contratar os jogadores errados...»

Apesar das declarações poderem ser interpretadas como uma mensagem interna, Rozário faz logo questão de esclarecer: «Que fique bem claro que eu aceito a decisão do presidente. Ele foi sincero comigo, falou a verdade e ele é que me paga, por isso só tenho de acatar», confessa. O jogador deixa ainda uma palavra aos adeptos do Marítimo: «Sempre me trataram bem e não vou esquecê-los. Desejo tudo de bom para eles e também para o clube».

Esta quarta-feira, o central brasileiro reúne pela última vez com Carlos Pereira para acertar contas. Rozário regressa agora ao Brasil e confia que em breve já terá um novo clube para dar sequência à carreira.

Tribunal de Santa Cruz aprecia acidente mortal de moto a 22 de Maio



O Tribunal de Santa Cruz agendou para 22 de Maio, às 13h30, o julgamento de um caso de um acidente de viação mortal. O acidente aconteceu a 15 de Novembro de 2008, cerca das 18h30, na Rua da Olaria, freguesia do Caniço.
O julgamento já esteve agendado para outras dataa, em 2013.
Em Novembro de 2008, uma colisão frontal entre um motociclo e um veículo ligeiro de passageiros provocou um morto e dois feridos, um deles em estado grave. A condutora do ligeiro, agora arguida, seguia na estrada velha do aeroporto, junto ao antigo restaurante 'O Boieiro', sentido Caniço-Cancela.
Segundo foi noticiado na altura, tudo indica que a condutora se preparava para virar à esquerda com a finalidade de entrar na Rua da Olaria quando embateu no motociclista que seguia no sentido contrário (Cancela-Caniço).
Com a força do embate, o condutor do motociclo, Pedro Ferreira Fernandes, de 29 anos, natural do Funchal, foi projectado.
A namorada, de 32 anos, que também seguia na mota (agora ofendida), foi projectada para uma ribanceira, ficando a uma distância de cerca de 50 metros.
A condutora do ligeiro também sofreu ferimentos.
Os elementos da EMIR ainda tentaram reanimar o motociclista. Pedro Ferreira ainda foi transportado até ao serviço de urgência do Hospital Central do Funchal mas acabou por não resistir aos ferimentos falecendo pouco tempo depois.
O processo é movido pelo Ministério Público (MP).
Há um ofendido e um assistente sendo perito o Idmec - Instituto de Engenharia Mecânica. E.S.